A PATAV (Plataforma Anti Transporte de Animais Vivos) apresenta-se como um Movimento Cívico que tem como objeto defender a abolição do transporte de animais vivos por via marítima de Portugal para o Médio Oriente e Norte de África.
Desde a sua constituição em fevereiro de 2017, a PATAV tem testemunhado o embarque de bovinos e ovinos a partir dos portos marítimos de Setúbal e Sines que viajam em condições insalubres e indignas para Israel. Também o mercado para a Argélia está aberto (foi registado um embarque em 2018, outro em 2019 e outro em 2026), tal como para Arábia Saudita, Egito e Jordânia.
Como se pode ver pelo gráfico, a exportação de animais vivos começou em 2015, teve um crescimento exponencial e nos últimos anos tem-se mantido estável, sendo Portugal o maior exportador de ovinos da UE e o terceiro maior exportador de bovinos. Cerca de meio milhão de animais fazem anualmente estas viagens degradantes.
A exportação de animais tem repercussões éticas, ambientais, económicas, legais e de saúde pública, beneficiando muito poucas empresas.
A PATAV questiona se os benefícios económicos que envolvem esta atividade compensam as nefastas consequências que envolvem diversos domínios, como o ambiental, e encontra-se a trabalhar em estreita colaboração com a Israel Against Live Shipments e outras ONG’s, como a Compassion in World Farming, a Animals International e o EuroGroup for Animals. Pretende-se documentar este tipo de transporte e as suas consequências, com vista à sua abolição.
Desde a sua fundação, a PATAV testemunhou e denunciou centenas de embarques conseguindo que o assunto fosse notícia mais de 30 vezes nos principais órgãos de comunicação social. Foi ouvida no Parlamento Europeu no âmbito da comissão de inquérito ANIT em 2019 que não conseguiu abolir a exportação de animais vivos da UE para países terceiros apenas por 1 voto.
Em dezembro de 2017, foi entregue na Assembleia da República uma petição pública que já conta com mais de 10.000 assinaturas, a mesma foi discutida na Assembleia da República em 2019, acompanhada de 5 iniciativas legislativas (do BE, PAN e PEV), todas chumbadas. Em 2026, a PATAV volta a entregar uma petição na Assembleia da República, esperando que a mesma se traduza em alterações legais.